PRODUÇÃO DE ESPÉCIES REATIVAS DE OXIGÊNIO SISTÊMICA EM DIFERENTES ESTÁGIOS DA DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA: PAPEL DO FUMO E USO DE CORTICÓIDES

Autores/as

  • Eduarda de Souza Belisário Autor/a
  • Amanda Christina G.C. Gouveia Autor/a
  • Carla Cristina de Castro Bulian Autor/a
  • Rafaela Aires Autor/a
  • Thiago Pereira Mello Autor/a
  • Elisardo Corral Vasquez Autor/a
  • Carmem Luíza Sartório Autor/a
  • Bianca Prandi Campagnaro Autor/a

DOI:

https://doi.org/10.51721/vnzfvd84

Palabras clave:

Doença pulmonar obstrutiva crônica, Espécies reativas de oxigênio, Corticóide inalatório, Citometria de fluxo

Resumen

Na doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), a inalação de partículas ou gases tóxicos, principalmente o tabaco, aumenta a produção de espécies reativas de oxigênio (ROS) causando uma resposta inflamatória exacerbada. Avaliar a produção de ROS em pacientes portadores de diferentes níveis de gravidade de DPOC e sua relação com tratamentos farmacológicos e fumo. Pacientes ex-tabagistas, com idade variando de 45 a 80 anos (N=52) foram divididos após avaliação espirométrica e anamnese em 4 grupos: (1) pacientes sem uso de medicações inalatórias (Controle, N=11), (2) pacientes em uso de Formoterol (DPOC II, N=11), (3) pacientes em uso de Formoterol e Brometo de Tiotrópio (DPOC III, N=16) e (4) pacientes em uso de Salmeterol + Brometo de Tiotrópio e Fluticasona (DPOC IV, N=14). Foram coletados 5 ml de sangue periférico para análise do estresse oxidativo por citometria de fluxo. Pacientes dos grupos DPOCII, DPOCIII e DPOCIV, apresentaram maior produção de ânion superóxido e peróxido de hidrogênio quando comparados ao grupo Controle (p<0,05). Entre DPOC, o grupo III apresentou a maior produção de ânions superóxido e peróxido de hidrogênio quando comparados aos grupos DPOC II e IV (p<0,05). A produção de radical hidroxila e ânion peroxinitrito no grupo DPOC IV (1384±57, a.u) foi menor quando comparado com o grupo DPOC III (2289±43, a.u) e maior que a do grupo
Controle (771±20, a.u). O grupo DPOC IV apresentou valores de DAF (indicativo de produção de NO) significativamente menores que os demais grupos (Controle: 3740±221; DPOC II: 2948±150; DPOC III: 2734±90 vs. DPOC IV: 1889±70 a.u; p<0,05). Ao observar-se
a relação da função pulmonar (VEF1) com as ROS, observou-se significativa correlação negativa entre estes parâmetros, sendo que entre o NO e a função pulmonar observou-se uma correlação positiva. Os resultados do presente estudo demonstraram que portadores de DPOC apresentam um aumento de ROS, o que se apresenta relacionado ao prejuízo da função pulmonar. Pacientes do grupo DPOC IV apresentaram uma diminuição da produção de ROS quando comparados ao grupo DPOC III e DPOCII, o que poderia ser devido ao uso de corticoide inalatório, à menor carga tabágica e ao maior tempo de cessação do fumo, que
foram observados no grupo DPOC IV.

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Publicado

2023-08-30

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Sección

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Cómo citar

PRODUÇÃO DE ESPÉCIES REATIVAS DE OXIGÊNIO SISTÊMICA EM DIFERENTES ESTÁGIOS DA DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA: PAPEL DO FUMO E USO DE CORTICÓIDES. (2023). Multiplos Acessos, 8(2). https://doi.org/10.51721/vnzfvd84

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