PERSPECTIVAS SOBRE A HUMANIZAÇÃO DO ATENDIMENTO DE ENFERMAGEM A PARTURIENTE
DOI:
https://doi.org/10.51721/100ne984Palavras-chave:
Assistência, Cuidado, Atenção, Parto, EnfermagemResumo
A evolução do conhecimento acerca da gestação, associada as mudanças estruturais da organização social, provocaram importantes alterações na visão e nas condutas oferecidas às parturientes. O caráter metafisico, postulado pela Igreja medieval em relação ao parto, restringia a intervenção na parturiente, especialmente por homens, por considerar o processo de caráter divino. Este modelo perdurou por séculos, mas posteriormente a ideia de humanização passou a ser mais difundida entre os médicos. No século XX, o pensamento difundido pelos profissionais de saúde presumia que a utilização de fórceps e a narcose humanizavam o processo, por minimizar a dor e as complicações relacionadas à dilatação. O conceito de humanização do parto vem sofrendo ressignificação. Atualmente, a sedação completa e a realização de cesáreas não são mais consideradas métodos de primeira escolha, estando restritas apenas aos casos que justifiquem seu uso. A humanização consiste na assistência da parturiente de forma empática, compreendendo o parto como experiência humana, passível de intervenções profissionais que busquem agir perante o sofrimento do outro, sem necessariamente expiá-lo farmacologicamente ou promover traumas físicos no corpo da parturiente. Desta forma, este estudo buscou avaliar a evolução da percepção do parto no Brasil, assim como discutiu o papel da equipe de enfermagem no acompanhamento a gestante.
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