DESCARTE DE INSUMOS RELACIONADOS AO TRATAMENTO DO DIABETES MELLITUS DE PACIENTES ATENDIDOS EM UM HOSPITAL FEDERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, BRASIL: DESAFIOS PARA O MUNDO SUSTENTÁVEL
DOI:
https://doi.org/10.51721/4qsy5s08Palavras-chave:
diabetes mellitus, tratamento, sustentabilidadeResumo
O descarte dos insumos relacionados ao tratamento do diabetes mellitus (DM) de modo inadequado pode trazer repercussões negativas à saúde e ao meio ambiente. Objetivo: Investigar como pacientes com DM atendidos em um hospital público do Rio de Janeiro, Brasil, fazem o descarte de insumos relacionados ao tratamento do DM. Métodos: Estudo seccional com 257 pacientes com DM usuários de antidiabéticos injetáveis. Foi aplicado um questionário de autopreenchimento com questões sobre como os insumos eram descartados, se houve orientação sobre o descarte após o uso, conhecimento sobre os riscos do descarte inadequado para a saúde de terceiros, e histórico de participação em programas de educação em diabetes. Resultados: Apesar do elevando percentual de participantes (85,6%; n=220) que declarou saber que o descarte dos insumos em lixo comum aumenta o risco de transmissão de doenças, somente 34,9% (n=89) os entregavam em locais de coleta. Entre os que não entregavam, 56% (n=94) faziam o descarte diretamente no lixo doméstico. Em relação a programas de educação em diabetes, apenas 41,2% (n=106) relataram já terem participado e para 87,2% (n=224) a participação nestes programas é importante. Conclusão: A adoção de práticas
inadequadas para o descarte dos insumos relacionados ao tratamento do DM foi alta nos pacientes investigados, sendo o lixo doméstico o local mais comum. O baixo acesso às orientações sobre como o descarte deve ser feito contribui para a adoção de tais práticas e, portanto, ações educacionais devem ser estimuladas, conforme percebidas pelos próprios pacientes.
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