PIC’S E O CUIDADO INTEGRAL A MULHERES VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA: UMA REVISÃO INTEGRATIVA NO ÂMBITO DO SUS.
DOI:
https://doi.org/10.51721/m8jnd470Palavras-chave:
PIC´s, Mulheres, Violência Contra as MulheresResumo
A violência contra a mulher no Brasil se transcreve como um problema social e de Saúde Pública à medida em que impacta não apenas na qualidade de vida das vítimas e de todo contexto familiar que a envolve. O Estado se compromete a proteger e garantir seus direitos em prol de garantir o combate a esta violência, medidas preventivas de punição a seu agressor, a segurança desta mulher e seu acesso a programas eficazes de reabilitação e capacitação que lhe permitam inserir plenamente na vida pública, privada e social. A PNH assegura a humanização como eixo norteador das práticas de atenção e gestão em todas as instâncias do SUS; “humanizar é ofertar atendimento de qualidade articulando os avanços tecnológicos com acolhimento, com melhoria dos ambientes de cuidado e das condições de trabalho dos profissionais”; buscando zelar pelos direitos humanos e valorizar, no espaço da saúde, a realização destes direitos. Segundo a OMS as PIC´s na prática cotidiana da assistência em saúde; desencadeia o desenvolvimento de abordagens coesas e integradoras dos serviços de saúde de forma segura e com qualidade., proporcionando uma perspectiva direcionada para um cuidado continuado, humanizado e abrangente em saúde reconstruindo laços conexão entre ser humano, meio ambiente e sociedade. Os atendimentos com PIC´s podem ser realizados na Atenção Básica, serviços de Média e Alta Complexidade, podendo ser utilizadas em diversos contextos; na prevenção de doenças, no tratamento de doenças crônicas, na recuperação da saúde, na promoção da saúde e bem estar e no atendimento às vítimas acometidas pela violência contra a mulher. No caso de mulheres em situação de violência que experimentam traumas advindos desta violência o uso das PIC´s somada ao tratamento convencional pode beneficiar esta vítima auxiliando na melhoria da sua qualidade de vida e gerando segurança interpessoal e sensação corporal em oposição à dissociação. O referido estudo revisa a literatura médica científica relacionada a viabilidade do uso das PIC´s pelo SUS aplicadas às vítimas de violência, especificamente a mulheres em situação de vulnerabilidade. Foram utilizadas bases de dados eletrônicas (PUBMED, PSYCHOINFO, SCOPUS, WEB OF SCIENCE e as bases nacionais do Portal Regional da BVS e do Portal de Periódicos da CAPES), sendo feito pesquisas que localizassem artigos potencialmente relevantes, usando os termos Práticas Integrativas Complementares, Medicina Alternativa e Violência Contra a Mulher. Apesar das controvérsias a respeito da eficácia das PIC´s no âmbito da saúde, questionadas por vezes pela falta de metodologia satisfatória, os estudos que atendem ao princípio da individualização do tratamento apresentam evidências sobre efeitos positivos de seu uso em vítimas em situação de violência contra a mulher. A integração das PIC´s na assistência às mulheres em situação de violência podem melhorar à qualidade de vida destas e os ultrapassar os desafios de satisfação dos usuários do sistema de saúde atual que se apresenta como segmentado.
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