SUICÍDIO MÉDICO: O TRABALHO COMO FATOR CAUSAL
DOI:
https://doi.org/10.51721/2b5d2m55Keywords:
suicídio médico, depressão, burnoutAbstract
O suicídio é caracterizado por uma ambivalência entre o desejo de sobreviver e o desejo de acabar com o sofrimento, sendo considerado um problema de saúde pública pela Organização Mundial de Saúde. Cerca de 300 a 400 médicos cometem suicídio todos os anos. O objetivo desse artigo é abordar o suicídio médico, tendo o trabalho como fator causal. O presente artigo
foi elaborado a partir de uma revisão sistemática de literatura nacional e internacional, tendo como plataforma de dados sites como Google Acadêmico e Scielo, no período compreendido entre 2016 e 2023. Vários fatores de risco têm sido associados ao suicídio e à ideação suicida, com destaque para problemas relacionados ao tempo de trabalho, ambientes competitivos e trabalho exaustivo, conhecidos como estressores; os quais predizem altos níveis de insatisfação. Burnout e depressão são condições emergentes e comuns entre os profissionais de saúde, principalmente os médicos. A saúde mental dos médicos é afetada principalmente por
altas cargas de trabalho e por lidar diariamente com doenças e morte. Portanto, é imprescindível que um médico também tenha um atendimento adequado em saúde mental e tratamento multidisciplinar que comece desde a graduação para prevenir ou diminuir a incidência dos desencadeadores do suicídio.
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