DETERMINANTES SOCIAIS DA OBESIDADE: FATORES SOCIOECONÔMICOS E REDES SOCIAIS
DOI:
https://doi.org/10.51721/ccjx7t37Palabras clave:
Determinantes da saúde, Obesidade, Fatores Socioeconômicos, Atividade FísicaResumen
Dados mostram que, no Brasil, a obesidade acomete 22,4% da população adulta e tal percentual tende a aumentar nos próximos anos, o que é preocupante, haja vista que a obesidade está relacionada à incidência de cardiopatias, diabetes mellitus, hipertensão arterial, hipertrigliceridemia, hipercolesterolemia, cálculo biliar, apneia do sono e determinadas neoplasias. Objetivou-se com o presente trabalho destacar os principais fatores sociais da obesidade e sua influência no agravo dessa condição, compreendendo esses determinantes sociais, elencando possíveis ações para minimizar seus efeitos. A metodologia consiste de uma revisão bibliográfica de artigos publicados nas bases de dados: PubMed, Scielo, Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), e ABESO, nas línguas portuguesa e inglesa, no período de 2008 a 2023, utilizando os descritores: obesidade, determinantes sociais, fatores socioeconômicos e estratégias. A obesidade caracteriza-se como condição multifatorial e epidêmica apresentada em âmbito mundial e em constante avanço demonstrando um problema de saúde pública. Além dos fatores individuais, determinantes sociais desempenham um papel significativo no desenvolvimento e na prevalência da obesidade. Tais determinantes incluem fatores socioeconômicos, ambientes sociais, escolaridade e prática de atividade física. Os artigos analisados relacionaram o status socioeconômico, que consiste em nível educacional, renda e ocupação com a maior probabilidade do acometimento da obesidade. Indivíduos de baixo status socioeconômico têm maior tendência no desenvolvimento da obesidade, devido a restrições financeiras, falta de acesso à alimentos saudáveis e menor oportunidade de praticar atividades físicas. Estudo da mostrou que homens com maior nível de alfabetização e renda tendem, em sua maioria, ao sedentarismo, já nas mulheres a maior preocupação com o físico resulta no maior interesse e acesso a estratégias de controle de peso, já que as pacientes de maior nível escolar são mais pressionadas socialmente em locais que ocupam no cotidiano. Outrossim, a disponibilidade e acessibilidade de alimentos altamente calóricos e ultraprocessados, devido ao fato de serem mais acessíveis economicamente, contribuem para o aumento da obesidade. Além disso, a influência social é um grande agravante, pois agentes do meio social diário podem ter comportamentos alimentares pouco saudáveis e sedentários, o que pode influenciar negativamente as escolhas e hábitos de um indivíduo. Logo, percebe-se que os fatores socioeconômicos desempenham um papel significativo na prevalência e agravo da obesidade e para combater essa doença, é essencial abordar essa pauta, a fim de promover políticas públicas que abordem a adesão de alimentos saudáveis na rotina, a prática de atividade física, além de proporcionar o maior acesso ambientes de saúde. A compreensão desses determinantes é fundamental para desenvolver estratégias eficazes de prevenção e controle da obesidade em diferentes grupos populacionais.
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