RESSURGIMENTO DAS ALERGIAS ALIMENTARES: COMO A ADOLESCÊNCIA E SEUS DESAFIOS MOLDAM A SAÚDE IMUNOLÓGICA
DOI:
https://doi.org/10.51721/31s5eb37Palavras-chave:
Alergias alimentares, Adolescência, Fatores biopsicossociais, Sistema imunológico, Manejo multidisciplinarResumo
A alergia alimentar representa uma resposta imunológica exacerbada que pode causar desde sintomas leves até manifestações graves como anafilaxia. A adolescência emerge como um período crítico para o reaparecimento ou agravamento dessas condições devido às transformações hormonais, psicológicas e sociais características dessa fase. Este estudo teve como objetivo investigar a influência dos fatores biopsicossociais no reaparecimento das alergias alimentares na adolescência através de uma revisão bibliográfica sistemática. A metodologia envolveu busca nas bases de dados PubMed, Scielo e Google Scholar, abrangendo publicações entre 2015 e 2024, utilizando descritores controlados combinados por operadores booleanos. Foram incluídos artigos revisados por pares que abordassem fatores biológicos, hormonais, psicológicos e sociais relacionados às alergias alimentares
em adolescentes. Dos 245 artigos inicialmente identificados, 21 foram selecionados para análise final após aplicação dos critérios de inclusão e exclusão. Os resultados demonstraram que 52% das publicações concentraram-se no período 2018-2020, evidenciando crescente interesse científico no tema. A análise temática revelou cinco áreas principais: foco em adolescentes (28%), estudos epidemiológicos (24%), aspectos psicossociais (20%), mecanismos imunológicos (16%) e avanços diagnósticos (12%). Os fatores hormonais, especialmente flutuações de estrogênio e progesterona, mostraram-se determinantes no aumento da reatividade imunológica. Aspectos psicológicos como estresse, ansiedade e busca por aceitação social influenciam significativamente a adesão às restrições alimentares. A maior autonomia alimentar dos adolescentes, associada ao consumo de alimentos ultraprocessados e exposição em ambientes sociais, contribui para o aumento do risco de reações alérgicas. O manejo eficaz requer abordagem multidisciplinar envolvendo educação nutricional, suporte psicológico e estratégias de conscientização. Conclui-se que o reaparecimento das alergias alimentares na adolescência resulta da interação complexa entre fatores biológicos, psicológicos e sociais, demandando intervenções integradas para garantir controle adequado e qualidade de vida dos jovens afetados.
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