O PROTAGONISMO DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL FRENTE ÀS TRANSFORMAÇÕES E CONSUMO DAS SOCIEDADES CONTEMPORÂNEAS

  • ISMÉRIE SALLES DE SOUZA FIGUEIREDO Grupo de Pesquisa Interinstitucional de Desenvolvimento municipal-Regional.Itep/Uenf/Famesc.CNPq
  • FRANCISMAR DOMINGUES FIGUEIREDO Grupo de Pesquisa Interinstitucional de Desenvolvimento municipal-Regional.Itep/Uenf/Famesc.CNPq
  • SILVIA ELENA ALMEIDA DA COSTA LINHARES Grupo de Pesquisa Interinstitucional de Desenvolvimento municipal-Regional.Itep/Uenf/Famesc.CNPq
  • AUNER PEREIRA CARNEIRO Grupo de Pesquisa Interinstitucional de Desenvolvimento municipal-Regional.Itep/Uenf/Famesc.CNPq
Palavras-chave: EDUCAÇÃO, CONSUMO E SUSTENTABILIDADE

Resumo

Com o aumento significativo da população, a escassez dos recursos naturais, o consumismo excessivo e as constantes inquietações e preocupações em como conservar e garantir às futuras gerações a existência de recursos naturais, bem como o uso racional dos recursos não-renováveis e problemas como poluição, desmatamento, lixo, entre outras preocupações com as questões socioambientais, surge, a necessidade de novos hábitos, de uma nova cultura e de um novo modelo de educação. Assim, este estudo tem por finalidade, a partir de revisões bibliográficas, avaliar a necessidade de uma educação ambiental, mais efetiva nas unidades escolares e possibilitar a promoção de uma prática voltada para a formação de uma cidadania planetária, uma vez que pensando na efetividade e institucionalização de uma educação condizente com estes propósitos o Ministério da Educação, por meio da Resolução número 2, de 15 de junho de 2012, estabeleceu as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Ambiental - DCNEA, que devem ser observadas pelos sistemas de ensino, em todos os níveis e modalidades, elas apontam caminhos para a sua transversalidade nos currículos voltada para a preservação ambiental, o uso sustentável de seus recursos e do consumo consciente frente as constantes transformações e o aumento convulso do consumo de bens e de recursos naturais nas sociedades contemporâneas. Assim, faz-se necessário contextualizar essas transformações que o cenário contemporâneo suscita à educação ambiental, analisada, em tempos pretéritos, presente e futuro, como uma forma de despertar no profissional de educação e nos demais seres humanos a necessidade de um novo tipo de relacionamento com o planeta. Essa relação não pode ser apenas por meio da racionalidade humana, mas também pelas vias abstratas que permitem o entendimento dos fenômenos e a construção de novos modos de viver, portanto é preciso desenvolver a transversalidade da Educação Ambiental em todas as disciplinas, níveis e modalidades de ensino, para que desde muito cedo as crianças, adolescentes, jovens e adultos experimentem uma cultura que fomente a responsabilidade e o comprometimento com práticas, hábitos e atitudes coerentes com a preservação e a sustentabilidade do planeta. Logo, torna-se urgente a necessidade de uma educação contextualizada para além da transmissão de conteúdos, visto que se não houver uma profunda mudança no comportamento humano, com muita brevidade, enfrentar-se-á um colapso em relação a escassez de recursos naturais renováveis e não-renováveis, devido a crescente poluição, desmatamento, lixo entre outras preocupações com as questões socioambientais. Conclui-se que o protagonismo da educação e seus respectivos profissionais são os principais instrumentos capazes de transformarem hábitos e culturas; além de formarem cidadãos críticos, reflexivos, conscientes e capazes de tomarem decisões que colaborem para minimizarem e solucionarem os problemas causados pelas transformações, desperdícios, consumo excessivo e desigualdades nas sociedades contemporâneas, possibilitando o seu desenvolvimento sustentável, a sobrevivência dos seres vivos e a promoção da justiça social.

Publicado
2021-04-16
Como Citar
FIGUEIREDO, I.; FIGUEIREDO, F.; LINHARES, S. E.; CARNEIRO, A. O PROTAGONISMO DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL FRENTE ÀS TRANSFORMAÇÕES E CONSUMO DAS SOCIEDADES CONTEMPORÂNEAS. Múltiplos Acessos, v. 5, n. 2, p. 108-117, 16 abr. 2021.
Seção
Artigos